Cartografias Curitiba-Granada

Cartografías Curitiba-Granada é um projeto de intervenção urbana que, resulta da parceria entre o coletivo brasileiro Elenco de Ouro e o coletivo espanhol Torreón. Nele são propostas intervenções urbanas artísticas em diferentes pontos das cidades de Curitiba e de Irati (Brasil) e em Granada (Espanha). Por intervenção urbana entendemos as ações do tipo tático que - embora congreguem diferentes linguagens artísticas, numa perspectiva cênica - não se configuram como espetáculo, mas como choques estéticos, gestos lúdicos que alternam temporariamente a lógica estreita da ocupação urbana.

 

Estas intervenções buscam cartografar as diferentes cidades, não apenas mapeando os territórios já existentes, mas propondo novas paisagens afetivas. Tudo funciona como em um jogo no qual um coletivo recebe o outro em seu país e propõe determinados espaços geográficos para serem cartografados pelo grupo convidado.

EQUIPE

Direção artística: Cleber Braga

Performance: Cleber Braga, Iria Braga, Má Ribeiro, Mari Paula, Pedro Inoue, Nena Inoue e Rafael Guimarães

Equipe Torreón: Adrián Torices, Francisco George Nenclares, José Daniel Campos e Maite Zapiain

Foto e vídeo: Lidia Ueta

Produção: Rafael Guimarães

Realização: Elenco de Ouro (Brasil) e Torreón (Espanha)

Este projeto foi  realizado com o incentivo do Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-americanas - Iberescena.

 

Coreografias para ambientes preparados​

Cpap - CoreografÍas para ambientes preparados​ obra apresentada na Virada Cultural de Curitiba, no dia 05 de novembro de 2011 e foi desenvolvida em quatro eixos distintos construindo uma coreografia estendida.

 

No eixo espacial ela desmembrou-se para vários espaços internos e externos do Centro Cultural Teatro Guaíra, valorizando a arquitetura, transpirando acontecimento de dentro para fora e priorizando o diálogo com o entorno. O eixo tecnológico trouxe a noção de coreografia estendida e plural, convidando o espectador a interagir e realizar suas escolhas no ambiente, ao mesmo tempo em que faz parte do “jogo” coreográfico. No eixo das videodanças, da ideia de edição, aproveitamos a repetição como artifício estrutural aplicado para toda a coreografia que realiza três grandes loopings (repetições de acontecimentos) de 30 minutos, durante uma hora e meia.

 

Foram exibidas imagens da arquitetura com roteiros criados pelos bailarinos a partir de espaços que normalmente não teriam o acesso do público. E finalmente, no eixo do corpo/ocupação, os corpos invadem e ocupam a arquitetura e o espaço público atuando nas relações cotidianas, produzindo novas realidades, novos saberes, exercendo uma influência ou força que materializa novas relações no instante dançado.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Coreografia: Carmen Jorge

Direção Artística: Andrea Sério

Performance e criação: Elenco do Balé Teatro Guaíra 

Desenho de luz: Beto Bruel

Som direto: Vadeco Schettini

Vídeos: Marlon de Toledo

Intervenção visual: Luiz Rettamozo

Realização: Centro Cultural Teatro Guaíra e Secretaria do Estado do Paraná

HISTÓRICO

Cpap teve estréia no ano de 2011 e em 2012 participou da Bienal Internacional de Dança de Curitiba e da Corrente Cultural de Curitiba. Foi considerada pela crítica Rosemeire Odahara Graça, como o maior evento de dança e intervenção urbana já realizado na cidade de Curitiba.

 
 

A Sagração da Primavera

¨O tempo parece não ter passado desde a polémica estreia de Nijinsky/Stravinsky.

 

Mas o tempo passou e a obra perdura no nosso imaginário cultural. O fascínio e respeito pela partitura foram determinantes para a minha interpretação, construção dramatúrgica e coreográfica da peça. A fidelidade ao guião de Stravinsky foi, desde o início, o único caminho com o qual me propus confrontar.


No entanto, dois aspectos se distanciaram do conceito original. Visões personalizadas que imprimem à história numa lógica mais possível à minha compreensão, mais aprazível à minha manipulação. Em primeiro lugar concedi ao personagem do Sábio um protagonismo invulgar, sendo ele que inicia a peça. Ainda em silêncio e durante todo o Prelúdio habita o espaço solitário e vazio traçando nos seus gestos um percurso de premunição, antecipação e preparação do terreno para o ritual. A segunda opção, que se distancia drasticamente do conceito original, reside no facto de o personagem da Eleita não ser tratada como uma vítima no sentido dramático da questão. A minha Eleita sente-se uma privilegiada e quer dançar até sucumbir. Em nenhum momento se sente obrigada ou castigada nem o medo a invade. Ela expõe a sua força e energia vitais lutando cegamente contra o cansaço.¨

​A minha Sagração - Olga Roriz

 

FICHA ARTÍSTICA

Direção e coreografia: Olga Roriz

Intérpretes:  Airton Rodrigues, Alessandra Lange, Alexandre Bóia, Ane Adade, André Neri, Carlos Matos, Daniel Siqueira, Deborah Chibiaque, Fábio Valladão, Ian Mickiewicz, Juliane Engelhardt, Juliana rodrigues, Karin Chaves, Leandro Vieira, Luciana Volosky, Mari Paula, Mariel Godoy, Nelson Mello, Raphael Ribeiro, Reinaldo Pereira, Renata Bronze, Simone Bonisch e Soraya Felício

Música: “Le Sacre du Printemps”, Igor Stravinsky

Cenografia: Pedro Santiago Cal

Figurinos: Olga Roriz e Pedro Santiago Cal

Desenho de luz: Clemente Cuba

Assitente e Ensaiadora: Sylvia Rijmer

Realização: Centro Cultural Teatro Guaíra e Secretaria do Estado do Paraná

HISTÓRICO

Esta obra estreou em 2010 com a Companhia Olga Roriz, posteriormente interpretada pela Companhia Nacional de Bailado (Portugal) e Balé Teatro Guaíra em 2012 (Brasil) e representada nas principais capitais do Brasil e nos principais eventos de dança do país como: Festival de Joinville, Bienal Internacional de Dança do Ceará, Festival Internacional de Dança do Recife, Paralelo 16 - Festival de Goiânia, Festival O Boticário na Dança, Bienal Internacional da Dança de Curitiba, entre outros.

Treze gestos de um corpo 

Treze Gestos de um Corpo, de Olga Roriz, é uma referência a nível nacional e internacional, constituída por uma sucessão de solos que se apresentam num crescente de intensidade dramática. A obra  foi estreou como o elenco do  Ballet Gulbenkian em Lisboa, no ano de em 1986 e foi remontada para o Balé Teatro Guaíra nos anos de 1990 e 2011. Com o Balé Teatro Guaíra circulou pelo Estado do Paraná e pelas principais capitais do Brasil.

"Esta peça é sobre o reflexo de uma pessoa em frente de dois espelhos paralelos que formam uma multiplicação de imagens até ao infinito. No entanto em cada um desses espelhos a imagem não é igual. É como se em cada um houvesse uma evolução, uma transformação do movimento, uma continuação do gesto do anterior. Como se cada imagem fosse autónoma da anterior. Com vida própria e independente. Com sentimentos, emoções e estares diferentes. Uma personalidade dividida". (Olga Roriz).

FICHA ARTÍSTICA

Coreografia e Direção artística: Olga Roriz

Elenco: Alessandra Lange, Ane Adade, Deborah Chibiaque, Eleonora Greca, Juliana Rodrigues, Juliane Engelhardt, Karin Chaves, Luciana Voloxki, Mari Paula, Mariel Godoy, Patricia Machado, Regina Kotaka, Renata Bronze, Simone Bonisch  e Soraya Felício

Música: António Emiliano

Cenografia e Figurinos: Nuno Carinhas,

Desenho de luz: Orlando Worm

Realização no Brasil: Centro Cultural Teatro Guaíra e Secretaria do Estado do Paraná

HISTÓRICO

Estreia absoluta: Lisboa, Grande Auditório Gulbenkian, Ballet Gulbenkian, 1987.

Estreia Balé Teatro Guaíra: Curitiba, Centro Cultural Teatro Guaíra, 1990.

Estreia CNB: Lisboa, Teatro Camões, 2007.

 

Porão

"Em baixo de" ou "sob" o corpo é latente, pulsa e faz parte de uma totalidade espacial oculta. Onde poderia ser oprimido, o dilatado ganha contornos e completudes. Desmaterialização e densidade trabalham no mesmo sentido que claro e escuro revelando planos, profundidades e direções. Ser/estar no ambiente em queda, suspensões e inspirações.

Carmen Jorge

FICHA ARTÍSTICA

Elenco: Ane Adade, Deborah Chibiaque, Fábio Valadão, Mari Paula e Reinaldo Pereira.

Direção de Roteiros: Carmen Jorge e Marlon de Toledo

Pesquisa de Movimento: Carmen Jorge e elenco

Video Designer: Marlon de Toledo

Câmeras: Marlon de Toledo, Alan Raffo e Anderson Fregolente

Figurinos: Áldice Lopes, Carmen Jorge e elenco

Composição musical: Vadeco

Produção Executiva dos videos: Luiz Roberto Meira

Direção geral: Andrea Sério

Realização: Centro Cultural Teatro Guaíra e Secretaria do Estado do Paraná

HISTÓRICO

  • Virada Cultural 2011 (Curitiba/Brasil).

  • Dilbeek Art & Tech Festival 2012 (Bélgica).

  • Dança em Foco 2012 (Rio de Janeiro/Brasil).

  • 2a Muestra Gran de Angular 2012 (Córdoba/Argentina).

 

DRAMA

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Em DRAMA o material de trabalho foi a identidade, o histórico e as opiniões de cada intérprete criador. Investigamos as memórias, os desejos, reforçamos atitudes e potencializamos a presença criativa. A ação de desenvolver os próprios segredos para oferecer o que há de mais íntimo em prol da reflexão de todos, foi no mínimo muito generosa. Dedicamos aqui um tempo a falar sobre as coisas que não conseguimos segurar, prender, agarrar ou definir completamente. DRAMA foi constituído sobre a perspectiva do sim, se fez como o fio da verdade contribuindo para que no ano de 2011 a dança do BTG acontecesse em sua medida, ousada e autêntica.

Carmen Jorge

FICHA ARTÍSTICA

Direção e Coreografia: Carmen Jorge

Elenco/criação colaborativa: Airton Rodrigues, Alessandra Lange, Alexandre Bóia, Ane Adade, Brunella Ribeiro, Deborah Chibiaque, Fábio Valladão, Ian Mickiewicz, Juliane Engelhardt, Karin Chaves, Leandro Vieira, Mari Paula, Mariel Godoy, Nelson Mello, Raphael Ribeiro, Reinaldo Pereira, Renata Bronze, Simone Bonisch e Soraya Felício

Preparação Vocal: Edith Camargo

Trilha: Vadeco Schettini

Desenho de luz: Beto Bruel

Figurinos: Roberto Arad

Design Gráfico: Adriana Alegria

Direção Audiovisual: Davy Bortolossin

Direção geral: Andrea Sério

Realização: Centro Cultural Teatro Guaíra e Secretaria do Estado do Paraná

 

Cabaret Glicose

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Cabaret Glicose é um espetáculo que surgiu do processo de pesquisa sobre a linguagem do cabaré. As cenas dispostas como números musicais, a velocidade das trocas de roupa, o coro, as coreografias, a música ao vivo, os assuntos marcantes da história passados “em revista” são elementos que compõem esta montagem e ressaltam o caráter espetaculoso da cultura de massa. 

 

Assumindo uma perspectiva decolonialista - que considera a possibilidade de uma construção singular de identidade cultural em povos colonizados, bem como a necessidade de novos parâmetros para a compreensão destas realidades específicas – este trabalho se vale de estereótipos de brasilidade para refletir sobre identidade, originalidade e plágio num ambiente pós-utopia. 

 

A primeira apresentação de Cabaret Glicose se deu em formato de mostra de processo, dentro do evento Cena Breve Curitiba, no ano de 2007. Nesta ocasião, o projeto foi selecionado por um júri especializado e pelo voto popular para fazer uma curta temporada no Teatro da Caixa, em Curitiba. Em 2013, o Elenco de Ouro retomou este processo de investigação e estruturou o espetáculo com antigos colaboradores do grupo e artistas residentes da Casa Selvática.

 

A segunda apresentação foi no Festival O Bairro i O Mundo, em Loures - Portugal, o maior evento de Arte e Inclusão do país. Em 2013 iniciou a reabilitação (cultural, artística, infraestrutural e cívica) do Bairro da Quinta da Fonte e em 2014 foi na Quinta do Mocho. A maioria da população residente nestes bairros é oriunda de países da CPLP: Guiné, Brasil, Cabo Verde, São Tomé, entre outros.

FICHA ARTÍSTICA

Direção Artística e Dramaturgia: Cleber Braga 

Elenco: Leonarda Glück, Mari Paula, Manolo Kottwitz, Rafael Guimarães, Ricardo Nolasco e Stéfano Belo

Coreografia e Luz: Gabriel Machado

Produção: Rafael Guimarães

Produção Local: Catarina Aidos

Realização: Elenco de Ouro (Brasil) e Teatro Ibisco (Portugal)

Este projeto recebeu apoio do Edital Conexão Cultura do Ministério da Cultura - Brasil.

 

Iracema 236ml

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Iracema 236ml é uma breve passagem literatura brasileira adentro rumo à cena viva, palavra virada carne, corpo, vídeo, cabelo e pêlos, breve e irônica como o são os seres humanos, trançados por dentro que são de deleites, demandas, ordenanças e amor. A imagem da índia brasileira é suscitada pelo amor do exótico, a cor local de um Brasil que mal nasce e já vai morrendo, de doença, de escassez, de falta de educação, de ser roubado, sugado, crackeado, de falta de amor, mal fodido e mal pago.

 

A vida urbana se desenvolve, restam os vestígios da dominação medieval, restam, crispados, as sombras e o pó dos ossos de José de Alencar, de Artaud, um pouco de Brecht, resta-nos tremer a pele, dançar na poeira das dunas, sorrir no olho do apocalipse, resta-nos um tanto do Oswald, já que só a antropofagia nos une, resta nos alimentarmos do estrangeiro sempre ingrato, levá-lo goela abaixo, resta-nos entregar o corpo, seios, bunda e todos os orifícios, resta-nos o imóvel de carne de Deus para vender e sulcar.

 

A tabajara Iracema transubstanciada em crime tecnológico, a vingança em Technicolor, um livro aberto em filme, um filme novela teatral em HD, tridimensional e sudorento, uma obra que une o filme aos músculos tensionados. A bondade do índio, sua natural inocência, sua vida despida de problemas podem muito bem ter na mesma raiz o costume de comer a cara de seus semelhantes, como em algumas tribos. A bondade da mãe humana é o drama escapista, o amor é sempre trágico, o brasileiro utópico. A tempestade e o ímpeto vem da mesma força, o espírito do tempo que a tudo destrói.

 

O Brasil é mestiço. Nem branco, nem negro, nem indígena, nem ênfase, nem mau gosto: amálgama dramático das raças que sorri enquanto estupra ou é estuprado. Nossa Iracema é o perfil da mulher ideal, quase Amélia, é a alegoria do sertão nordestino, o litoral cearense, o pampa gaúcho, a zona rural, a cidade e a sociedade burguesa crescente, tudo isso feito em abril de 2014, na fria cidade de Curitiba, no Paraná, terra dos tupi-guaranis, caingangues e botocudos, com seus cestos e suas taquaras, sua canjica e sua paçoca.

 

Amassados, cada vez mais, os índios, amassado, cada vez mais, o humano, amassado, cada vez mais, o amor que arde as entranhas, esse amor que nasce e morre numa mesma frase dentro desse teatro selvagem.

 

Leonarda Glück

 

 

FICHA ARTÍSTICA

Texto e direção: Leonarda Glück

Elenco: Patricia Cipriano, Stéfano Belo, Ricardo Nolasco, Mari Paula, Simone Magalhães  e Manolo Kottwitz

Direção de movimento: Gabriel Machado

Trilha Sonora Original e Sonoplastia: Jo Mistinguett

Guitarra e contrabaixo: Akio Garmatter

Figurino: Gui Ossani

Cenografia: Danilo Barros (Modular Dreams) 

Vídeos: Tamíris Spinelli e Danilo Barros

Iluminação: Trio

Desenho de Luz: Wagner Corrêa

Operação de Luz: Semy Monastier

Voz em off: Límerson Morales

Produção: Gabriel Machado

Designer Gráfico: Rafael Bagatelli

Realização: Selvática Ações Artísticas

HISTÓRICO

  • Espetáculo Realizado através do Edital Teatro Novelas Curitibanas Temporada 2013/2014, da Fundação Cultural de Curitiba. Maio e Abril de 2014, Teatro Novelas Curitibanas, Curitiba, Paraná, Brasil. 

  • Circulação Nacional através do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014.

  • Gamboavista4, Galpão Gamboa - Rio de Janeiro - RJ. Maio de 2015.

  • Teatro Sesc Senac Iracema - Fortaleza - CE. Julho de 2015.

  • Teatro Cine Glóriah - Curitiba - PR. Setembro de 2015.

  • Funarte SP - Sala Arquimendes Ribeiro - São Paulo - SP. Outubro de 2015.

  • Mostra Sesc Cariri de Culturas - Centro Cultural Banco do Nordeste - Juazeiro do Norte - CE. Novembro de 2015.

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